Entenda como o aumento da inadimplência no Brasil afeta o dia a dia das empresas

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Não é à toa que nosso maior propósito na Pague Bem Brasil é combater a inadimplência e promover a educação financeira. A inadimplência prejudica milhões de negócios em nosso País, principalmente se forem micro e pequenas empresas. Por isso fizemos este post: queremos alertar você sobre o furo que o calote deixa nas contas dos empresários e como isso afeta toda a nossa economia.

A verdade é que não há um estudo aberto (se existe, está muito escondido) sobre o tamanho do prejuízo financeiro que micro e pequenos empresários brasileiros têm com a inadimplência de seus clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Muitas empresas, infelizmente, nunca chegam nem a fazer a conta nem a se perguntar: “Quanto perdemos no ano passado em dívidas que venceram e não foram pagas?” ou “Qual foi a falta que isso fez no nosso caixa?” ou “Como resolveremos isso?”.

Porém, algumas instituições conseguem investigar esse problema um pouco mais em seus nichos de atuação. Dados do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias de São Paulo (Simpi) mostram o calote foi uma realidade que afetou de 37% a 41% das empresas do segmento ao longo de 2017 (a pesquisa mostrou dados mensais).

Em relação ao valor monetário desse rombo, as informações do Simpi indicam que a maioria indicou que a inadimplência representou até 15% do faturamento. Mas havia uma parcela importante que indicou o impacto de mais de 30%. É muito alto! Só para se ter uma ideia, imagine vender algo por R$ 1.000 e saber que R$ 300 serão simplesmente perdidos em um calote.

A inadimplência é ruim para todos

Embora haja muita gente agindo de má-fé – motivo pelo qual criamos a Pague Bem Protege – uma das razões mais comuns para a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas é a economia desfavorável. Claro que isso não é desculpa para não dar satisfações ao seu credor, mas as dificuldades financeiras realmente podem fazer a quantidade de dívidas não pagas subir.

Grosso modo, quando a economia vai mal, as pessoas compram e investem menos, o que faz cair a circulação de dinheiro e afeta o desempenho da empresas, que, por sua vez, perdem faturamento, deixam de investir e demitem pessoal. Vira um círculo de adversidades. Em 2017, a quantidade de famílias brasileiras inadimplentes ficou em 25,4%, de acordo com o estudo “O perfil de endividamento das famílias brasileiras em 2017), da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Uma reportagem no site Nexo, lembra que “No curto prazo, a alta inadimplência dificulta a retomada da economia puxada pelo consumo das famílias, que representa mais de 60% do PIB no Brasil. Com contas a pagar, as pessoas dificilmente vão contratar novas dívidas. Com menos gente para comprar, o comércio vende menos, as indústrias produzem menos e a crise tende a continuar. Com a alta inadimplência das famílias, a reanimação teria de ser feita por outro setor da economia.”

Independente do motivo, uma empresa cujo caixa é afetado pela inadimplência também pode virar inadimplente, o que pode acarretar uma série de problemas, como:

  • Atrasar dívidas com bancos ou financeiras;
  • Ter que pagar multas e juros;
  • Atrasar pagamentos de fornecedores;
  • Ter o CNPJ incluso em serviços de proteção ao crédito;
  • Atrasar pagamentos de pessoal;
  • Atrasar pagamentos de impostos;
  • Ser alvo em ações de cobrança judicial;
  • Ser impedida de fazer operações com órgãos públicos.

Será que 2018 vai ser melhor?

No ano passado, segundo a Serasa Experian, 5,3 milhões de CNPJs estavam negativados no Brasil e 93% deles eram de micro e pequenas empresas. Ou seja, a situação não está boa, especialmente para os pequenos. Mas há sinais de que tende a melhorar.

No volume 17 de seu Relatório de Estabilidade Financeira (REF), o Banco Central aponta que “O ano de 2017 marca a retomada do crescimento da economia brasileira, queda da inflação, redução da taxa básica de juros e melhora no nível de emprego”.o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa, disse que “para este ano, espera-se que, à medida que os negócios se recuperem, a capacidade de pagamento das empresas que têm essa dificuldade também melhore” (veja a reportagem na Agência Brasil).

Nesse ponto, nosso recado é: enquanto a economia não melhora de verdade, empreendedores comprometidos estão sempre tentando contornar as dificuldades. Fazem isso protegendo-se da inadimplência de clientes, resolvendo a própria inadimplência quando ela acontece, inovando para achar soluções mais interessantes e até mesmo atuando em associações para brigar por condições mais favoráveis junto à classe política.

Se você é um empreendedor ou uma empreendedora que tem compromisso e quer combater a inadimplência, vem com a gente!

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